sexta-feira, 29 de maio de 2009

A tradicional virada cultural paulista esse ano terá a sua versão carioca. O Viradão Carioca levará shows, concertos, exposições e literatura às praças, ruas e centros culturais da cidade. O evento acontece nos dias 5, 6 e 7 de junho.
Ao todo, serão cerca de 300 atrações em 48h, tudo gratis ou a preços populares.

Entre os nomes confirmados estão Beth Carvalho, Zélia Duncan, Dudu Nobre, Alceu Valença, Elba Ramalho, Moska, Elza Soares, Farofa Carioca, Sandra de Sá, Toni Garrido e Marcos Sacramento.

Os palcos principais serão temáticos: na Praça 15, onde o Viradão vai começar, o tema é o Rio de Janeiro, Fevereiro e Março. Na quadra da Portela o tema é nordestino, com muito forró e outros ritmos. Os palcos serão montados da zona-sul ao subúrbio.
Em breve a programação cultural completa.

DICA DE CULTURA


Milk, a voz da igualdade

Do diretor Gus Van Sant (Gênio indomável, Elephant, Paranoid Park), o filme Milk, a voz da igualdade arrematou duas estatuetas do Oscar no dia 22 de fevereiro. Indicado em oito categorias, Milk levou os prêmios de melhor ator (Sean Penn) e melhor roteiro original.Baseado numa história real, o filme se passa no início dos anos 1970, em São Francisco (EUA). Nascido em Nova Iorque, Harvey Milk (Sean Penn) resolve mudar-se para São Francisco com seu namorado Scott (James Franco). Eles abrem uma loja fotografia no bairro Castro, um bairro bastante hostil aos gays. Porém, em pouco tempo, o bairro inteiro vira referência de luta dos homossexuais.É justamente a discriminação que impulsiona Milk a iniciar uma batalha até as últimas consequencias em defesa de direitos iguais para os gays. Assim, ele conquista uma legião de apoiadores, entre homossexuais e heterossexuais, que o ajudam a ser eleito para o Quadro Supervisor da cidade em 1977, equivalente a veredaor. Milk foi o primeiro gay a assumir um cargo público nos Estados Unidos.A partir de então, Milk passa a encabeçar grandes campanhas nacionais em defesa dos direitos dos homossexuais. E, evidentemente, acumulou inimigos. O filme se desenvolve a partir de registros orais que Milk vai gravando para que sejam ouvidos caso fosse assassinado.

FICHA TÉCNICA:

Título Original: Milk

Ano de Lançamento: 2008 (EUA)

Gênero: Drama

Duração: 128 minutos

Direção: Gus Van Sant

Roteiro: Dustin Lance Black

Montagem: Elliot Graham

Produção: Bruce Cohen, Dan Jinks e Michael London

Música: Danny Elfman

Fotografia: Harris Savides

Direção de Arte: Charley Beal

Elenco: Sean Penn (Harvey Milk), Emile Hirsch (Cleve Jones), Josh Brolin (Dan White), Diego Luna (Jack Lira), James Franco (Scott Smith), Alison Pill (Anne Kronenberg), Victor Garber (Prefeito George Moscone), Dennis O'Hare (Senador John Briggs), Joseph Cross (Dick Pabish), Stephen Spinella (Rick Stokes), Lucas Grabeel (Danny Nicoletta), Brandon Boyce (Jim Rivaldo), Howard Rosenman (David Goodstein), Kelvin Yu (Michael Wong)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Movimento Hip Hop Militante
APÓIA A CONSTRUÇÃO DO CONGRESSO NACIONAL DOS ESTUDANTES.
UNE/UBES NÃO FALAM EM NOME DA JUVENTUDE DA PERIFERIA!

Durante o último Fórum Social Mundial, em Belém, foi fundado o Movimento Hip Hop Militante – Quilombo Brasil, hoje, integrado pelas seguintes organizações: Quilombo Urbano – MA, (São Luiz - MA), Ministério das Favelas (Caxias-MA) Coletivo LUTARMADA (Rio de Janeiro - RJ), Resistência Cangaço Urbano (Fortaleza-Ce) , Atividade Interna (Teresina – PI)

Militante porque somos “muito mais do que artistas”. Somos revolucionários e expressamos através do rap, do break e do grafite a nossa fúria contra as amarras do capital, a nossa sede de liberdade e de justiça para o povo da periferia.Militante porque não somos governistas. Porque nos opomos frontalmente ao Hip Hop impostor, traidor da favela, aos mercenários da cultura Black que, do interior das ONG`s, tentam domesticar o maior instrumento de luta do povo preto e pobre deste País desde os Quilombos.Essas ovelhas brancas da raça, esses fãs de canalha, liderados pela podre Central Única das Favelas – CUFA – de MV BILL, realizam “inocentes” parcerias com os carrascos capitalistas que promovem um cotidiano genocídio contra a etnia negra. A começar pelo governo Lula, o “cara” que enviou as “tropas de paz” para exterminar o povo negro do Haiti e que aguarda ordens da ONU para mandar seus cães adestrados para Guiné-Bissau, na Mãe África!

Militante porque somos classistas e não negamos a nossa herança negra, guerreira e indomável, o nosso sangue de Zumbi, Dandara, Malcolm X e Anastácia. Não negociamos a liberdade!Sendo assim, o Movimento Hip Hop Militante – Quilombo Brasil declara que a UNE/UBES não falam em nome da juventude que habita as periferias brasileiras. Por conta de seu governismo sem vergonha, por conta de sua burocracia gangster, por conta de suas calças arriadas para o capital afirmamos que, para nós, essas entidades estão moribundas e fedorentas. Queremos ser parte da pá de cal que sepultará estes cadáveres, já algum tempo, mortos para luta, já que passaram para o outro lado das barricadas, para o lado das reitorias/diretoria s, dos governos e empresários, enfim, da polícia. Cuspimos em seu caixão!

Portanto, apoiamos a construção do Congresso Nacional dos Estudantes, ambicionando unificar e organizar as lutas nacionalmente. Para nós, isso é urgente! Os atuais ataques como os aumentos nas tarifas do transporte público e a limitação da meia cultural, além de serem reflexos da crise econômica da burguesia que tenta jogá-la nas costas da juventude, estão a serviço da transformação das periferias em campos de concentração.Esse holocausto urbano se dá pela impossibilidade de visitar outros pontos da cidade, pelo acirramento da guerra interna na favela e, principalmente, pelas políticas de segurança e suas polícias exterminadoras que recebem o apoio explícito da UNE/UBES como, por exemplo, a Ronda do Quarteirão em Fortaleza.“Terra de preto não é gueto, terra de preto é quilombo”!

Clamamos a todos os estudantes, a toda juventude da periferia e a todos os militantes do Hip Hop que construam o CNE e contribuam política e culturalmente com o encontro.Que a juventude favelada seja sim a chama da rebeldia, e que siga firme nos marcos da aliança operária - estudantil. Que a favela se incorpore no CNE com o programa da classe trabalhadora, já que é essa a classe que habita as quebradas.Vamos à luta a todos os guerreiros e guerreiras que abandonam a velha roupa azul e optam pelo novo, um novo bem vermelho! Todos em frente, vamos ao ataque!

Saudações quilombolas

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Congresso Nacional de Estudantes

Programação do CNE
10 de Junho de 2009 – 4ª feira

16h às 22h:
Credenciamento
Local: Sala de aula nº XX

11 de Junho de 2009 – 5ª feira

8h:
Reinício dos trabalhos de credenciamento
Local: Salas de aula nº XX

8h às 9h:
Café da Manhã
Local: Restaurante Universitário

9h às 11h30:
Mesa de Abertura
“Nós não pagaremos pela crise deles! – A crise econômica internacional e a resistência dos movimentos sociais”
Composição:
ANDES
CONLUTAS
INTERSINDICAL
MTST
MST
SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS E REGIÃO
Local: Ginásio “Verdão” na Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ – Ilha do Fundão

11h30 às 12h30:
Aprovação do Regimento do Congresso Nacional de Estudantes
Local: Ginásio “Verdão” na Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ – Ilha do Fundão

12h30 às 14h:
Almoço
Local: Restaurante Universitário

14h às 16h:
Plenária de Apresentação de Teses
Local: Ginásio “Verdão” na Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ – Ilha do Fundão

16h às 18h30:
Painéis simultâneos:
1) O projeto neoliberal de ataque às universidades públicas e a luta estudantil pro um novo projeto de universidades
Composição:
PROFº EDMUNDO DIAS - UNICAMP
PROFº ROBERTO LEHER – UFRJ
PROFº IVO TONET – UFAL
CARLOS LEAL – MESTRANDO UFRJ
EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE EDUCAÇÃO FÍSICA
Local: Ginásio “Verdão” na Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ – Ilha do Fundão
2) Não pago, nem pagaria! Educação não é mercadoria! – A crise das universidades privadas e a luta pelo fim do ensino pago
Composição:
APROPUC/SP
DCE PUCCAMP
DA FAFIL
Local: Auditório Quinhentão do Centro de Ciências da Saúde da UFRJ - Ilha do Fundão
3) Os ataques ao ensino básico e médio e a luta por uma nova escola!
Composição:
APEOESP/OPOSIÇÃO ALTERNATIVA
SEPE/RJ
GRÊMIO CAP UFRJ
GRÊMIO CEFET/MG
ROBERTO SIMÕES OPOSIÇÃO SEPE/RJ
Local: Auditório Besão do Centro de Ciências da saúde da UFRJ – Ilha do Fundão

18h30 às 20h:
Jantar
Local: Restaurante Universitário

19h:
Encerramento dos trabalhos de credenciamento

20h às 22h:
Mesa: A crise econômica mundial e a necessidade da unificação das lutas estudantis com as da classe trabalhadora pra superação do capitalismo.
Composição:
PLINIO DE ARRUDA SAMPAIO
VALÉRIO ARCARY
RICARDO ANTUNES
ATNÁGORAS LOPES
VERA SALIM
CRISTINA PINIAGO
Local: Ginásio “Verdão” na Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ – Ilha do Fundão


12 de Junho de 2009 – 6º feira

8h:
Reabertura dos trabalhos de credenciamento

8h às 9h:
Café da manhã
Local: Restaurante Universitário

9h às 12h30:
Grupos de Discussão: Conjuntura nacional e internacional
Local: Salas de aula no Centro de Ciências da Saúde da UFRJ – Ilha do Fundão

12h30 às 14h:
Almoço
Local: Restaurante Universitário

14h às 16h:
Grupos de Discussão Simultâneos:
-Universidades Públicas
-Universidades Pagas
-Escolas Secundaristas

Local:
Das salas XX a XX (CCS): Universidades Públicas
Das salas XX a XX (CCS): Universidades Pagas
Das salas XX a XX (CCS): Escolas Secundaristas

15h:
Encerramento dos trabalhos de credenciamento

16h às 18h30:
Mesa: Nas ruas, nas praças, quem disse que sumiu?... – Resgatando as concepções e a história do movimento estudantil brasileiro para construção do novo movimento estudantil
Composição:
TESES GERAIS REGULARMENTE INSCRITAS AO CONGRESSO NACIONAL DE ESTUDANTES
Local: Ginásio “Verdão” na Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ – Ilha do Fundão

18h30 às 20h:
Jantar
Local: Restaurante Universitário

20h às 21h30:
Tendas de debates das teses
Local: a definir

21h30:
Festa do Congresso Nacional de Estudantes no dia dos Namorados
Local: Quadra aberta ao lado do Ginásio Verdão


Dia 13 de Junho de 2009 – Sábado

8h às 9h:
Café da manhã
Local: Restaurante Universitário

9h às 11h:
Painéis simultâneos:1) A história do ME combativo no Brasil – da fundação da UNE aos dias atuais
Composição:
BENTO JOSÉ– VICE PRESIDENTE DA UNE PELO BLOCO ROMPENDO AMARRAS
HENRIQUE CARNEIRO – PRESIDENTE DA UPES NI INÍCIO DA DÉCADA DE 80.
PAULO DE TARSO VENCESLÁU – ORGANIZADOR DO CONGRESSO DE IBIÚNA
LEON – DIRETOR DA UBES DE 93 A 95
Local: Auditório Quinhentão do Centro de Ciências da Saúde da UFRJ – Ilha do Fundão
2) Ocupa! Ocupa! Ocupa! – As ocupações de Reitoria e o surgimento de um novo movimento estudantil
Composição:
OCUPAÇÕES DE REITORIAS
USP, UNB, UFMG, UFRJ, UFAL, UFBA, UERJ.
Local: Auditório Besão do Centro de Ciências da Saúde da UFRJ – Ilha do Fundão
3) O debate sobre opressões no movimento estudantil
Composição:
QUILOMBO RAÇA E CLASSE
MOVIMENTO DE MULHERES DA CONLUTAS
GUDSS UFMG
COLETIVO DANDARA DIREITO USP
SECRETARIA ANTIRACISMO SEPE/RJ
Local: Ginásio “Verdão” na Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ – Ilha do Fundão

4) Cultura
Composição:
MOVIMENTO HIP HOP MILITANTE/MA
LATUFF
PLENÁRIA EM DEFESA DA MEIA ENTRADA DO RIO DE JANEIRO
FUNARTE
GRUPO DE TEATRO DO OPRIMIDO
COLETIVO DE ARTISTAS SOCIALISTAS
Local: Quadra ao lado do Verdão

11h às 12h30:
Tendas de debates das teses
Local: a definir

12h30 às 14h:
Almoço
Local: Restaurante Universitário

14h às 17h:
Grupo de discussão: A construção de um calendário nacional unificado de mobilizações e debate sobre as alternativas do ME brasileiro.
Local: Salas de aula no Centro de Ciências da Saúde da UFRJ – Ilha do Fundão

17h30 às 18h30:
Apresentações Culturais
Local: a definir

18h30 às 20h:
Jantar
Local: Restaurante Universitário

20h às 22h30:
Oficinas
Local: Salas de aula do CCS

Dia 14 de Junho de 2009 – Domingo

8h às 9h:
Café da manhã
Local: Restaurante Universitário

9h às 12h30:
Plenária final
Local: Ginásio “Verdão” na Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ – Ilha do Fundão

12h30 às 14h:
Almoço
Local: Restaurante Universitário

14h às 18h30:
Plenária final
Local: Ginásio “Verdão” na Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ – Ilha do Fundão

18h30 às 20h:
Jantar
Local: Restaurante Universitário

20h às 21h:
Plenária final
Local: Ginásio “Verdão” na Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ – Ilha do Fundão

21h:
Cerimônia de encerramento do Congresso nacional de Estudantes
Local: Ginásio “Verdão” na Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ – Ilha do Fundão

sábado, 11 de abril de 2009

Encontro das Artes

Encontro das Artes
Data: Dia 17 de abril sexta-feira
Horário: 11h inicia
Local: Bosque da reitoria
Roda de Letras Momento Reclame Rádio Livre EBA
Fanfarra Paradiso Repartição da flor
Blues Jazz Samba grafite pizzada
Centro acadêmico da Escola de Belas Artes
Centro Acadêmico da Faculdade de Arquitetura e urbanismo
Centro Acadêmico de Letras
Centro Acadêmico da Escola de Música

segunda-feira, 23 de março de 2009

Meia-entrada e o direito dos jovens à cultura e ao lazer

A Meia-entrada é um direito histórico à arte e cultura! Restrição não será permitida por aqueles que ocuparam reitorias por todo o Brasil!
Luisa Rosati da história UFRJ e Natália Russo da EBA UFRJ

Um projeto de lei tramita neste momento na câmara em regime de urgência buscando restringir o direito à meia-entrada. Essa lei vai afetar duramente a juventude brasileira. Hoje, já não é fácil poder freqüentar os eventos culturais em nenhum local do país. Os ingressos são sempre caros demais, e mesmo a meia-entrada é muitas vezes inacessível. A cultura se transforma cada vez mais em instrumento das empresas para ganhar dinheiro. Não há espaço nem incentivo para a juventude se expressar culturalmente de forma independente dos interesses do mercado. O acesso à cultura é restrito, até porque a sua própria criação encontra-se nas mãos do empresariado. É a mercantilização de algo que deveria servir para a livre expressão de nossos sentimentos, anseios e reflexões. Agora então, uma parcela maior ainda dos jovens vai ser totalmente excluída desses espaços.
Em um período de crise econômica os empresários do entretenimento estão muito preocupados com a redução da sua margem de lucro. Assim, atuam com seus lobbys no congresso para desferir mais esse ataque. Querem que a juventude pague por uma crise econômica que ela não criou. A cultura e a educação são os temas mais negligenciados pelos governos e com certeza serão os primeiros a sofrerem ataques e cortes. A verba da cultura vem sendo pífia a muitos anos. O governo Lula já anunciou uma revisão no orçamento votado para 2009. Não será surpresa alguma um corte significativo nessas pastas. Os trabalhadores da cultura foram protagonistas de uma greve de mais de 100 dias denunciando o descaso com a cultura do país.
A juventude que precisa da cultura como complementação acadêmica e para sua formação humana e universal, não deixará que as restrições culturais e a alienação imposta pela mídia e governos venham tolir sua capacidade de luta. O movimento estudantil demonstrou que é capaz de defender esse direito histórico que apenas a ditadura teve a cara de pau para retirar. A todos aqueles que contribuem para a repressão às manifestações artísticas e culturais, a todos aqueles que se utilizam de belos nomes como democracia e igualdade, mas enquanto a reforma agrária não sai e o desemprego aumenta pedem calma mas colocam com urgência a redução dos direitos. A eles diremos bem alto que nossa resposta é a luta!

Entenda o que está ocorrendo?
O Senado aprovou, no final de 2008, um projeto que visa restringir o direito à meia-entrada em cinemas, teatros, estádios de futebol, casas de show, etc. O projeto de lei está agora tramitando na Câmara dos Deputados (PL 4751/08), em caráter de urgência. Assim que aprovado, será necessária apenas a assinatura do presidente Lula para que entre em vigor.
O projeto consiste em restringir em 40% a quantidade de ingressos vendidos pela metade do preço (a estudantes e idosos) em todos os estabelecimentos culturais. Assim, se, por exemplo, uma sala de cinema tem 100 lugares, só 40 poderão ser vendidos por meia. Depois de uma árdua disputa entre estudantes e idosos pelos lugares, muitos ficarão de fora, e terão que pagar inteira ou desistir do programa. No entanto, se reduzir a 40% já vai nos prejudicar muito, é fácil perceber que o problema, na prática, vai ser ainda maior, pois ficaremos à mercê dos interesses dos donos dos estabelecimentos, e nada garante que eles vão de fato respeitar essa cota.
Além disso, o projeto contém outros pontos, todos no sentido da restrição do direito. Um deles libera os estabelecimentos da obrigatoriedade da venda de meia-entrada de todos os tipos de ingresso. Áreas ou cadeiras especiais, por exemplo, não estão incluídas na lei e não será obrigatória a venda de meia-entrada para elas. Brechas como essa abre precedentes para uma perda ainda maior de nosso direito. Proíbe também o acesso a meia-entrada para estudantes de pré-vestibulares.
O projeto revoga, ainda, a Medida Provisória n° 2208, de 2001, que acabava com o monopólio da UNE e de suas entidades estaduais sobre a emissão das carteirinhas. Hoje podemos comprar meia-entrada apresentando apenas a carteira de nossa escola, faculdade ou curso, e sem pagar nada por isso, a partir da aprovação dependeremos da UNE e teríamos que pagá-la por isso assim como era antigamente. O projeto, portanto, além de restringir o direito à meia-entrada, dificulta também a forma com que os estudantes têm acesso a esse direito. Um outro grande problema é que agora uma entidade que nunca passa nas nossas salas de aula, defende os projetos do governo para a educação passaria a ter um aparato completamente desproporcional ao seu peso real na base enquanto movimento estudantil. A UNE está mais próxima de uma “fábrica de carteirinha” do que de uma entidade que organiza os estudantes para defender seus direitos. A entidade, apesar de ter se declarado contra a restrição dos 40%, esteve presente em toda a negociação do projeto. Seu objetivo é recuperar o monopólio sobre a emissão das carteirinhas, atividade que rende muito dinheiro. Esteve afastada das principais lutas estudantis dos últimos períodos, perdeu toda e qualquer independência em relação ao governo, e agora quer ganhar dinheiro em cima de nosso direito.
Estamos vendo um direito conquistado há cerca de 60 anos pelo movimento estudantil brasileiro ser ameaçado. A meia-entrada só foi conquistada porque estudantes lutaram há muito tempo para que várias gerações pudessem ter acesso à cultura e ao lazer. Também nossa geração já mostrou que é possível vencer, ainda que o inimigo seja poderoso, quando travamos grandes e vitoriosas lutas por todo o país durante os últimos dois anos. A ocupação da reitoria da USP que derrotou os decretos do Serra, a conquista de dois bandejões na UFRJ, a grande vitória ideológica do movimento estudantil contra o REUNI demonstraram o caminho. Mais uma vez, sabemos que só conseguiremos garantir a meia-entrada através de nossa luta. Defender nosso direito, travando uma grande luta em todo o país, e exigindo de Lula que não sancione essa lei é a tarefa de todo o movimento estudantil combativo, que não mudou de lado, e não deixou de lutar.

Encontro das Artes 3 de abril de 2009

O encontro das artes será realizado no dia 3 de abril no bosque da reitoria. A reunião de preparação do Encontro será na terça-feira dia 24 às 19h no IFCS. O encontro das artes livres... leve idéias e participe!