terça-feira, 17 de agosto de 2010

A primeira sexta de aula (20/08) tem cultura na UFRJ inteira! Lá na FND vai rolar o tradicional Órfãos do Manel... Compareça!



sábado, 14 de agosto de 2010

Essa semana tem Samba do DCE (quinta, 19/08) e Juquinhada (sexta, 20/08) na Praia Vermelha!





domingo, 11 de julho de 2010

era uma sala muito engraçada
caía o teto, não tinha água
ninguém podia estudar nela não
sem professor, é escolão
ninguém podia nem reclamar
democracia não tinha lá
e o Aloísio, nosso reitor
trata a gente com muito amor
mas era feita quase sem verba
reitor e lula: leilão na certa!


A paródia acima (de “A Casa” de Vinícius de Moraes) foi feita por um grupo de estudantes no trajeto Praia Vermelha-Fundão, sendo, no mesmo dia, cantada por cerca de cem alunos de diversos cursos na sessão do CONSUNI do dia 29/10/2009, junto com os parabéns para os dois anos da conturbada aprovação do REUNI na UFRJ (ocorrida dia 18/10/2007).

quarta-feira, 7 de julho de 2010

domingo, 13 de junho de 2010

No dia dez de junho de 2010, 50 Anos depois de ser palco do primeiro festival de Bossa Nova, a "Noite do Amor, do Sorriso e da Flor", o Teatro de Arena recebe o evento Noel 100 - Homenagem ao centenário de nascimento de Noel Rosa.

O evento, organizado pelos Centros Acadêos de Economia (CASA), de Comunicação (CAECO) e pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE-UFRJ), marca a retomada do Teatro de Arena como espaço cultural do movimento estudantil. O espaço que recentemente teve seu uso extremamente restrito foi palco de um belíssimo evento onde professores, funcionários, alunos e pessoas de fora da UFRJ se integraram de forma prazerosa por intermédio da cultura.

O caráter político de retomada dos espaços da Universidade do Brasil pelos seus estudantes e a tentativa de reconstrução de um politica cultural digna da história do campus da Praia Vermelha sempre foram objetivos no planejamento do evento, objetivo esse simbolizado pela BALA JUQUINHA que adocicou a noite.




Outro ponto fundamental do evento e que marca a Política Cultural contruida pelos Centros Acadêmicos da Praia Vermelha em conjunto com o DCE é a oportunidade para jovens músicos - com ênfase nos estudantes universitários - exporem seu talento, tendo em vista a dificuldade que novas bandas tem para conquistar seu espaço em um contexto onde a lógica do mercado predomina sobre a cultura. Essa lógica - que em nossa Política Cultural não tem vez - tem que ser desconstruída no Canecão, que pertence à UFRJ. Este deve ser destinado a eventos como esse, oportunidade para novos músicos, lazer acessível a todos, e que valoriza nossa cultura, simbolizada na figura do gênio Noel Rosa.



A banda Zerinho ou Um, formada pelos estudantes da UFRJ de biologia Camilo (flauta transversa), Renato (pandeiro) e Felipe (voz e alfaia), de música, Cadu (violão) e de música da Unirio, Clara (voz) e Leandro (cavaquinho), deu um show memorável, a despeito do equipamento de som, longe de ser o ideal.



A banda tocou as músicas mais famosas de Noel, algumas desconhecidas, sua controvésia com Wilson Batista (cada um dos vocalistas representava um dos sambistas, as músicas foram cantadas em sequência, uma em resposta à outra), e outros tipos de música brasileira, como chorinho e baião.



Construiram ou contribuiram de alguma forma para o evento*: Agnaldo (CCJE), Alcino (CCJE), André (xerox), Artur, Cadu (música), Camilo (biologia), Carlos (economia), Carol (comunicação), Clara (música/UNIRIO), Felipe (biologia), Felipe Amorim “Vidal” (economia), Flávia (secretária da diretoria do IE), Gabriel Zelesko (economia), Galeno (economia), Guilherme (xerox), Heloísa (economia), Hugo (economia), Igor (economia), Ítalo (economia), Julia (economia), Kenzo (comunicação), João Sérgio “Poste” (economia), Leandro (música/UNIRIO), Leonardo (economia), Luciano (economia), Mário (ciências sociais), Maurício (DCE), Murilo (DCE), Pedro Bossardi (economia), Pedro (direito), Pedro “Pepê” (economia), Raul (economia) e Zacharias (economia).


*Com exceção de dois dos músicos, da UNIRIO, todos são da UFRJ.


segunda-feira, 7 de junho de 2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Manifesto do palco sem teatro

Olá, meu nome é Teatro de Arena Carvalho Netto. Sou um palco onde não se pode fazer teatro. Essas e outras contradições me fizeram romper o silêncio...

Vamos começar do começo... Eu nasci na metade do século XIX como uma guarita de onde se vigiava os loucos do Hospício Pedro II.



Este hospício passaria a se chamar Hospício Nacional dos Alienados a partir de 1890, nome que perduraria até meados do século XX.



Esses corredores testemunharam muitas loucuras...



Por aqui passaram personagens ilustres como João Cândido Felisberto, o "Almirante Negro", líder da Revolta da Chibata, que ficou maluco ao ver seus companheiros serem mortos na Ilha das Cobras.



Eram bons tempos aqueles... A Baía de Guanabara era limpa, sair na rua não era tão perigoso e as crianças respeitavam os mais velhos...



Saudosismo à parte... Em 1944 o prédio do Hospício Nacional passaria para a Universidade do Brasil... E eu fui transformado no Teatro de Arena, e assim sou conhecido desde então. A partir daí testemunhei acontecimentos importantíssimos, na área da cultural e da política...

Em vinte e dois de setembro de 1959 recebi Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Nara Leão para o lançamento do disco de João Gilberto “Chega de Saudade”. No ano seguinte, mais precisamente em vinte um de maio, eles voltariam, junto com outros nomes da Bossa Nova, para a “Noite do Amor, do Sorriso e da Flor”:



Mas logo viria uma noite sem amor sorriso e nem flor, noite essa que perduraria 20 anos. Era o golpe militar... Que faria barbáries aqui na Praia Vermelha. Mas os estudantes resistiam. Em 1968 e 1969 eu fui palco de intensas discussões, assembléias e manifestações contra a ditadura, algumas duramente reprimidas.

Minha história é longa, portanto serei sucinto. E política hoje em dia é um assunto que cria muita aversão, por isso me restringirei à cultura... Vamos para 2009. Em novembro um grupo de estudantes do Centro Acadêmico Stuart Angel, da economia, tentou construir um projeto de cinema chamado “Cinema na Arena” As congregações que se dizem responsáveis por mim não autorizaram. Os jovens estudantes, cientes da minha vocação cultural, insistiram no projeto, e conseguiram autorização para a realização de uma sessão de cinema mudo, exibindo o filme de Chaplin “Luzes da Cidade” (Chaplin se encontrava sentadinho aqui no cartaz de divulgação):



Os que se diziam responsáveis por mim restringiam qualquer atividade que eventualmente pudesse vir a prejudicar as atividades acadêmicas. Cinema nem pensar... Muito barulho.

E eis que um desfile de moda quebra o silêncio por aqui. Em novembro de 2009 fui obrigado a sediar um desfile da grife “Daspu”, com som alto e coquetel de bebidas... O discurso que proibira os jovens estudantes de economia de fazer cinema rapidamente desaparecia... “Foram ordens de cima” explicou o dirigente da FACC, responsável pela não autorização do projeto de cinema.

No mês seguinte um show de Jorge Mautner, no lançamento da terceira edição da revista Versus, confirmaria que meu destino depende de quem está organizando, e não das características do evento. Um desfile de moda com som auto ou um show de samba atrapalham muito mais as atividades acadêmicas do que uma sessão de cinema. Qual é o critério para autorizarem meu uso? “Ordens de cima”?

É por isso que resolvi me manifestar! Quero ser protagonista no cenário cultural da UFRJ e com isso do Rio de Janeiro! Nesse primeiro semestre de 2010 presenciei reuniões de estudantes onde se discutiu a realização de um concurso de esquetes que terminaria em uma apresentação de teatro, e de um evento em homenagem ao centenário de nascimento de Noel Rosa, que eu poderia sediar... E eu quero sediar! Sei que tenho vocação para a cultura!

Já vi passarem por aqui muitos loucos, e hoje em dia loucura é a forma como sou administrado! Presenciei a resistência de estudantes e é a eles que destino esse manifesto. Quero voltar a ser palco de apresentações musicais e de teatro. Creio que cabe aos estudantes me ajudarem nessa luta. E para isso é preciso deixar de ser platéia e atuar. Tudo que eu mais quero é ser o palco!